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BaoPor Carla RochaJá se sabe que gosto de viajar em casa por sabores de outras culturas. Desta vez fizemos uma mistura entre Taiwan e EUA. Bao recheado com Pulled Pork. A primeira vez que os comi foi num restaurante asiático aqui no Porto, o Boa Bao, fiquei logo fã! O Bao é um pãozinho cozido a vapor, conhecido pelo seu aspeto branco e suave. Pode ser usado para rechear com diferentes recheios, sendo o mais conhecido, o recheado com barriga de porco. Neste que aqui lhe apresento, usei Pulled Pork que fiz na slow cooker durante 8 horas, cuja receita já está aqui site e tem sido um sucesso. A maior dificuldade para fazer os Bao’s, poderá surgir na fase de os cozer a vapor, sendo a forma tradicional, cozinhá-los numa vaporeira de Bambu. Como aqui em casa não existe, usei a Varoma da Bimby para o efeito, tendo obtido um excelente resultado final. Podia inclusive ter feito na Bimby a massa, mas por opção minha, as massas de pão, faço-as sempre na batedeira, contudo deixo-lhe também a versão da massa feita na bimby. Agora com tudo disponível, só tem mesmo que os fazer e deliciar-se, tendo em atenção os tempos de pausa para levedação!
Folar de OlhãoPor Carla RochaO Folar de Olhão é o folar que me acompanha desde sempre! Cresci a ver a minha avó Juliana a fazer folares na Páscoa, pensando eu que era tão fácil, pois ela fazia tudo parecer tão fácil, amassava à mão folares para todos nós. Não querendo mentir, a minha avó fazia mais de 10 folares de cada vez, todos de tamanhos diferentes, cozidos em tachos de alumínio. Na hora de os cozer, lá íamos nós com os tachos na mala do carro, para os cozer nos fornos das fábricas do pão de Olhão. Uns anos íamos à Aliança, noutros aos ‘Mau-maus’. Dependia de quem ia ter os fornos ligados e disponibilidade para nos receber. Só depois de ‘crescida’ comecei a dar valor a tudo isto, ao que marca a minha história de vida. Coisas que eram tão tidas como minhas, que na altura não lhes dava a devida importância. Ontem fiz três folares. Amassei-os na batedeira, cozi-os no forno aqui de casa, tudo muito diferente, mas ajustado à realidade dos nossos dias e que espero que daqui a uns anos, a minha filha dê o devido valor. O Folar de Olhão, para quem não conhece, é um folar doce, feito em camadas, com uma mistura ainda mais doce pelo meio. Em 2019 eleito como uma das 7 Maravilhas Doces de Portugal. Existem diversas receitas, a que aqui hoje vos trago, é a receita como a minha avó o fazia. Quando à forma, continuo a fazer a forma tradicional, embora nos últimos anos, tenha visto que começaram a fazer o folar enrolado, são opções que respeito e até gosto, tanto que fiz um deles assim. Creio que na cozinha há sempre lugar para todos, sempre com respeito mútuo.
Chips de KalePor Carla RochaA primeira vez que vi estas Chips de Kale foi num episódio das Kardashians, em que elas as comiam como snack, o que me deixou logo bastante curiosa. Não sendo muito fácil de encontrar Kale, fui deixando andar, até que descobri que na Makro costumam ter. Foi lá que passei a comprar. Nos últimos tempos já tenho visto no Jumbo e até no Aldi à venda. Os Chips de Kale são fáceis de fazer e posso dizer, que aqui em casa todos somos fãs. Têm uma textura bem crocante e o tempero é feito de acordo com o que gostamos. É daqueles snacks que podemos comer sem culpa! O único senão é que não aguentam muito tempo depois de feitas, uma vez que não devem ser fechadas pois tendem a ficar moles. O melhor é mesmo fazer e comer durante o dia!
Arroz de Peixe e AmêijoasPor Carla RochaEste Arroz de Peixe e Amêijoas é daquelas receitas que me recordam tempos passados em família, dias passados em casa dos meus avós. O meu avô Zé era pescador, andava à pesca numa traineira, sendo que a posição dele era na ‘chata’. Trazia para casa o melhor peixe que o mar ‘lhe dava’. Fomos uns privilegiados nesse sentido. Muitas foram as receitas que se faziam, umas mais simples que outras, mas todas saborosas e aproveitando-se tudo o que delas se podia tirar, como é o caso de um simples peixe cozido. Sempre que havia Peixe Cozido, era feito Arroz do Caldo, que confesso, era a parte que sempre gostei mais… comer o arroz do caldo do peixe, bem regado com limão. Claro que para os netos, a minha avó Juliana tirava as ‘polpinhas’ do peixe e comíamos junto ao arroz. Mimos impagáveis! Este Arroz de Peixe e Amêijoas é uma receita com um upgrade ao que se fazia na altura. A receita em que me baseei, é da chefe Noélia do Restaurante Noélia e Jerónimo. Alterei pouca coisa, apenas o que me fez mais sentido. Pode-se dizer que é feita em duas partes: a primeira na feitura de um caldo rico que depois é usado na segunda parte da receita, onde se coze o arroz. Espero que goste da sugestão!
Tarte Pastel de NataPor Carla RochaCreio que o Pastel de Natal é o bolo que nos simboliza, a nós portugueses e, no meu caso, o meu bolo de pastelaria preferido. Andava com saudades de o comer, pelo que saiu esta Tarte Pastel de Nata, que não sendo em doses individuais, deu para matar a saudade! Estes novos tempos que vivemos têm disto, de nos fazer recordar e dar valor a pequenas coisas do dia a dia, neste caso, algo tão simples como ir a uma pastelaria comer um Pastel de Nata. A receita que aqui lhe apresento foi feita em Tarte, mas pode, caso o queira, reproduzi-la em doses individuais de Pastel de Nata. Conte com alguns tempos de espera quando decidir fazer esta tarte, pois o creme deve ser feito com a antecedência necessária para que arrefeça antes de ser colocado sobre a massa. Esta Tarte Pastel de Nata é uma presença obrigatória em festas e reuniões familiares. Se não experimentou, agora tem mesmo que experimentar fazê-la!
Cozido à Portuguesa na Slow CookerPor Carla RochaO Cozido à Portuguesa é uma receita tradicional que sempre fiz no tacho, por etapas. Desta vez saiu um Cozido à Portuguesa na Slowcooker, onde foi tudo colocado ao mesmo tempo na cuba. Posso dizer-vos que o resultado final, ficou fantástico, bem apurado e delicioso. A versão que aqui lhe apresento, foi feita com as carnes que aqui em casa consumimos, contudo pode ajustar, com o que mais gostar. O mesmo se aplica aos legumes, não usei por exemplo, nabo e a couve que usei, foi a que tinha em casa, couve branca. Faça com o que mais gostar, mas faça! Tenha apenas em atenção a capacidade da sua slowcooker em relação aos ingredientes, a minha é de 6L.
Flor de PãoPor Carla RochaFazer pão é um hábito que adquiri há alguns anos e que gosto bastante. Seja pão com fermentação natural ou estes mais simples que não requerem que se amasse a massa, apenas que se tenha tempo para esperar a levedação. Esta Flor de Pão, é feita com massa de pão se amassar, repousada durante 14 horas, mas que pode repousar entre as 8 e as 24 horas. No dia é só moldar as bolinhas e levar a cozer. Reportei todo o processo em vídeo, que está num destaque próprio no nosso Instagram. Posso dizer que já foi feito por várias pessoas, algumas sem experiência em fazer pão, por isso, toda a meter massa a levedar para ter a sua Flor de Pão! Leia bem a descrição da receita para ter atenção aos tempos de repouso.
Ervilhas com Ovos EscalfadosPor Carla RochaExistem muitas versões de Ervilhas com Ovos Escalfados, eu própria vou variando de acordo com o que tenho em casa. Se umas vezes ponho chouriço e morcela, noutras ponho bacon ou o melhor de tudo e, como a minha mãe as faz, com a gordura do toucinho frito. O essencial e que nunca muda são as ervilhas, os ovos e os coentros. Estando fora da época das ervilhas, usei ervilhas congeladas que ficaram muito saborosas e que levaram pouco tempo a cozer. Como sempre, tento fazer a mais, para sobrar e juntar um pouco de esparguete na refeição seguinte. À medida que aqui estou a escrever, já estou a pensar que tenho de voltar a fazer, pois confesso que é um prato que me preenche!
Peitos de Frango Recheados com Bimis, Bacon e Queijo CoalhoPor Carla RochaEsta receita surgiu pela necessidade de usar os Bimis. Queria usá-los de uma forma diferente que não apenas cozidos e que bem que ficaram... estes Peitos de Frango Recheados com Bimis, Bacon e Queijo Coalho resultaram deveras deliciosos. A junção dos ingredientes ficou muito agradável, O queijo usado, o coalho, não derrete completamente, uma vez que é um queijo próprio para grelhar. O bacon, como sempre não desilude. O resultado final, uma carne suculenta e saborosa.
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